Incorrecções biográficas (muito) à parte, vê-se bem.
Sunday, April 13, 2008
Friday, April 11, 2008
Se há coisa que faço particularmente bem, essa coisa é mentir. Minto como quem respira, como quem diz 'olá boa tarde como está'. A maior mentira de todas é 'prometi a mim mesma que não voltava a mentir', porque mentir já está tão intrínseco que já sai antes de o conseguir controlar. É uma coisa patológica. Estão sempre relacionadas com aulas, porque quanto ao resto sou honesta de uma forma enjoativa. A primeira grande mentira que disse foi quando tinha onze anos e a escola inundou. Tivemos que sair, e como não me apetecia ir para casa fui para casa duma amiga minha comer Chocapic. A minha mãe telefonava e eu não atendia, tinha medo que ela se chateasse comigo por não estar nas aulas - embora a culpa fosse do tempo, só comecei a faltar por faltar aos treze. Depois fui a pé para casa, à chuva, o que é uma coisa bastante parva de se fazer, porque naquela altura ir do Bairro do Liceu até Montalvão a pé ainda era um bocadinho, não havia o viaduto. Mas continuei a não atender. Sem saber, já tinha toda a gente à minha procura porque já sabiam que a escola tinha fechado. Tinha posto meio mundo em alvoroço. Mas estava na maior. Quando vi que mentir sobre o meu paradeiro era tão fácil... enfim, são nove da manhã e não estou onde devia estar. É uma falha de carácter, pronto. Mas é só no campo das aulas. E de 'já estou em casa, vou dormir, boa noite'.
Passadas três semanas, vou voltar a casa durante dia e meio. Não há coisa mais deliciosamente frustrante do que isto. Assim que regressar começa a saber bem, que estar naquela sala, naquele sofá com a minha criança começa a bater certo, alguém se vira e diz 'olha lá, já são quase duas, mexe-te'. São ossos do ofício. E já estou tão habituada que não me imagino em casa full-time outra vez. Parece que a miúda que se fechou em casa durante quatro meses está a mudar de mentalidade.
E já agora que estou numa de refilar, porquê, porquê The Hives no Alive?! No dia em que eu lá estou? Peço às entidades superiores que fazem o horário da coisa que por favor os ponham ao mesmo tempo de MGMT.
Thursday, April 10, 2008
Wednesday, April 9, 2008
a melhor até hoje, a seguir à do mickey
Foi roubadinha, mas quem não tem marcas de água e protecções não sei de quê sujeita-se a isto.
vamos melhorar a circulação pedestre da nossa cidade
Em dias de chuva torna-se absolutamente óbvio que existe uma falta de coordenação ou, talvez, de consciência social relativamente a como se deve andar na rua, sem incomodar o próximo com o guarda-chuva oferecido pela TMN. Os passeios são estreitos demais para albergar dois sentidos de fluxos de gente a andar de um lado para o outro com guarda-chuvas desproporcionais ao seu tamanho. E o que acontece, quando o peão desprevenido vê uma senhora executiva a caminhar na sua direcção com um guarda-chuva Burberry mais largo que o próprio passeio? O peão não sabe o que fazer: não sabe se a melhor hipótese é andar pela estrada, mas o guarda-chuva interfere com o campo de visibilidade; não sabe se se deve baixar para o outro guarda-chuva passar por cima; não sabe se deve inclinar o guarda-chuva uns bons 60º para a esquerda. Claro que qualquer destas hipóteses, excepto a de caminhar pela estrada, pede colaboração do outro peão. Que raramente acontece. Acontecem então choques. Guarda-chuvas a bater em cabeças e vice-versa. Portanto, ficam aqui umas sugestões:
1. Alarguem os passeios, por amor de Deus nosso senhor;
2. Tirem os postes de sinalização do meio do caminho, porque é extremamente irritante uma pessoa já se estar a espremer para caber entre uma pessoa com guarda-chuva e a parede, ainda para mais ter de ter cuidado em não bater no poste de Stop;
3. Arranjem uma política de proporção entre o tamanho do guarda-chuva e o portador. Por exemplo. Todo o diâmetro do guarda-chuva ser proporcional à medida que vai do ombro esquerdo ao direito do portador. Assim não há excessos.
4. Proibir campanhas da TMN, Vodafone, Optimus, Continente que ofereçam guarda-chuvas familiares, porque é muito raro um servir para albergar uma família porque, outra vez, é muito raro um pai ou mãe ter a coordenação necessária para aguentar dois filhos e um marido/mulher debaixo do dito.
5. Dar formação aos peões: quando se encontrar numa rua estreita, deixe passar.
6. Lançar um decreto que determine que, em dias de chuva, o passeio da direita serve para os que sobem e o passeio da esquerda para os que descem. Assim, não há problemas, porque vamos todos para o mesmo sítio.
Posto isto, deixo aqui bem assente que odeio chuva e andar de guarda-chuva na rua e de calças de ganga que ficam todas molhadas em baixo e chegar a casa com os pés gelados porque não tenho botas decentes, só umas ranhosas que uso desde os 16 anos mas que ao menos não ensopam e não ter gabardine nem um impermeávelzinho que geralmente nunca me faz falta, mas nestas alturas realmente parece que até faz alguma.
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