Tuesday, February 12, 2008
this is a low, but it won't hurt you.
Thursday, January 24, 2008
the picture's far too big to look at kid
Tuesday, December 4, 2007
so imagine what you want...
Não sei como é suposto conseguir continuar e ter força de vontade quando tenho o passado insistentemente a dar-me estaladas na cara todos os dias. Todos os dias não; todos os dias quando estou
lá. Quando não estou, é a angústia de não estar e de estar a levar a minha vida outra vez para o fundo, com pessoas a atirarem-me cordas mas sem saber qual escolher, para onde ir, o que fazer. Mas custa-me mundos estar lá e ver que a vida continua sem mim. Que uma relação que eu idealizei demasiado já não existe por razões que eu não sei quais são, e que uma coisa que eu desejei tanto e que quase tive, de um dia para o outro acabou. Ver como as pessoas mudam, como as coisas mudam, como a vida muda... como todos mudam, mas como eu fico sempre no mesmo sítio, a vê-los mudar. Sei que fico no mesmo sítio porque não faço nada para sair de lá, mas que posso fazer? Custa-me demais. Sinto a nossa falta, daquelas horas de almoço sem fazer rigorosamente nada, mortos de tédio mas sem coragem de assumir isso porque estávamos a fazer companhia um ao outro. Da confiança, do motivo para me levantar todos os dias e pensar que afinal as coisas não eram tão más como sempre as imaginei, que secalhar até podia ser que viesse a ter sorte. Tive-a durante uns meses. Depois, veio esta merda outra vez.
Com este fluxo de pessoas que vieram e que foram, posso dizer com toda a certeza que só uma é que esteve intermitentemente presente durante estes (quase) três anos. E obrigada.
São 2:54 da manhã. Daqui a quatro horas, supostamente, tenho que estar a pé. Mas já sinto aquele dilema entre a parte boa e a parte má e não sei se vou conseguir. Isto é uma coisa curiosa. Vem sempre quando uma pessoa menos espera, pelos motivos mais abusrdos. Talvez porque nunca se foi embora. Esteve sempre lá à espreita de um momento de fragilidade, de vulnerabilidade. E possui-nos de novo por completo, e tudo deixa de fazer sentido outra vez. Gradually, then suddenly.
'If a body meet a body coming through the rye'
Friday, November 23, 2007
you do it to yourself, you do.
Wednesday, September 12, 2007
just keep stretching the antenna hoping that it will come clear
And you're constantly surrounded by the swirling stream of what is and what was.
We all made our predictions but the truth still isn't out.
So if you wanna see the future go stare into a cloud.
And keep trying to find your way out of that maze of memories.
It all sorta looks familiar, until you get up close and then it's different. Clearly.
But each time you turn a corner you're right back where you were.
And your only hope is that forgetting might make a door appear.
Is it your fear of being buried that makes you so afraid to speak?
An avalanche of opinions like the ones that fell that I'm now underneath.
It was my voice that moved the first rock... and I would do it all again.
So I mean, it's cool if you keep quiet but I like singing.
So I'll be holding my note and stomping and strumming
... and feeling just so very lucky.
And there is nothing I know, except this lifetime's one moment
And wishing will just leave me empty.
So you can try and live in darkness, but you will never shake the light.
No, it will greet you every morning, it'll make you more aware of its absence at night
When you're wrapped up in your blankets, babe... that comfortable cocoon.
But I've seen the day of your awakening and it's coming soon.
So go ahead and lose yourself in liquor, and you can praise the clouded mind!
But it isn't what you're thinking, no, it's the course of history, your position in line.
You're just a piece of the puzzle, so... I think you'd better find your place.
And don't go blaming your knowledge on some fruit you ate.
'Cause there's been a great deal of discussion about the properties of Man.
Animal or angel? You're carved from bone but your heart is just sand and the wind is gonna scatter it.
And cover everything with love.
So if it makes you happy then keep kneeling, Mama, but I'm standing up.
Because this veil it has been lifted, yes.
My eyes are wet with clarity.
I've been a witness to such wonders, I've searched for them all across this country.
But I think I'll be returning now to the house where I was born.
And I understand you must keep moving, friend, but I'm headed home.
I'm gonna follow the road and let the scenery sweeping by easily enter my body.
I'll send you all this message in code...
Underground, over mountains, through forests and deserts and cities.
Across electric wires, it's a baited line.
The hook's in deep, boys, there's no more time.
So you can struggle in the water, be too stubborn to die, or you can just let go and be lifted to the sky.
Saturday, August 18, 2007
To you
I guess the past is good for a laugh, a comedy so dry and black that it makes my stomach hurt so bad.
I cried, so two thumbs up we give this one...
Despite it's predictable ending, the dialogue seemed rushed and wrong but the actors did their best to place some worth on every word, like coffins dropped into the earth, the saddest song we ever heard, we sang along, we sang it: take this weight away, take this weight away...»
Wednesday, August 1, 2007
Always coming second best
Mais tarde escrevo uns rabiscos quaisquer. Estou demasiado metida no meu passado para raciocinar coerentemente.
Friday, June 1, 2007
No Stars
He wore a three-piece suit and was smiling.
He promised every living thing to me.
And when the land was all despair.
He made water spring from everywhere.
Until the black hills turned back to green.
And then heat was tipping and smoke was spilling
They poured out into the street.
And I was frightened by my fearlessness to be engulfed by everything.
And what I knew was left behind.
There were no stars, or a wish, to find.
And there was nothing in my clenching fist
And I just can't wait for tomorrow
Cause I will let go-
Just ask me.
Cada vez que ouço o Lynn Teeter Flower, mais gosto. Não tanto pelas letras, que são boas mas não são aquela coisa que nos prende logo, logo (embora a Lost Time me tenha ficado logo na primeira vez que ouvi); aliás, não é por nada em particular. É pelo todo. E sobretudo pela voz dela, que já tinha ouvido várias vezes com Bright Eyes, mas que nunca me tinha apercebido de quão bonita conseguia ser. Lame! Tenho que arranjar o 11:11. Aliás, o Boxer de The National também tem feito parte dos meus dias; ou seja, os dois que pus de seguida no outro dia tem estado em repeat constantemente. Talvez por ser tão calmo, tão fantástico e simples ao mesmo tempo, no caso de National aliados a alguma carga emocional e àquela voz quente, quente. Combina perfeitamente com o meu estado de saturação e desejo de atingir um estado zen em que já nada me atinja. Não confundir com apatia. Penso que nos tornarmos apáticos não resolve nada; é melhor para nós, mas em termos de relações sociais e tudo o que obrigatoriamente, e por vezes, infelizmente, tem que fazer parte dos nossos dias só estraga. Só quero deixar de estar cansada, de me doer a cabeça de manhã à noite e de ter tonturas fortíssimas que me fazem deitar às 21h. Um bocadinho de paz de espírito e, sobretudo, de bom ambiente. Leve. E vou fazer por isso, custe o que ainda custar.
Ando com umas filosofias de vida dignas de folhetins, daqueles lamechas que davam na rádio ou vinham nos jornais. Deve ter sido por me ter posto a ler tópicos antigos, de 2005, quando tinha 19 anos e me achava superior, indiferente e badass quando na verdade até era bem tolinha. O que me pôs a pensar no tempo. E que em menos de dois anos me tornei numa pessoa completamente diferente. Não sei se bom, se mau, mas bem, o Porto fez-me bem nesse sentido. O próximo passo é deixar de gastar dinheiro a rodos em coisas necessárias mas que me fazem mal às finanças. Bilhetes de comboio. Almoços. Comida. Casa. Instituto. Comida. Bilhetes de comboio. Que agora aumentaram para 27,50. Doçura de CP. Quero ver como vou ficar depois do Alive, mas que se dane, também estas coisas acontecem para serem aproveitadas. Ao menos não morro estúpida.
Tuesday, May 15, 2007
now there's never gonna be an intermission
Passado um tempo tudo volta a ser como dantes, tudo volta ao ponto de partida. O que aconteceu foi só um pequeno intervalo. Porque volta sempre tudo ao mesmo.
Saturday, May 12, 2007
But I talk in the mirror to the stranger that appears,
Our conversations are circles, always one-sided
Nothing is clear.
Except we keep coming back to this meaning that I lack
Says the choices were given, now you must live them
... or just not live.
But do you want that?
Tuesday, April 24, 2007
Only word that I can say...
Hoje tive um dia como não tinha há muito, e o mais ridículo é que começou por uma coisinha de nada. Aliás, começa tudo por uma coisinha de nada, parece. Parece que bastou ter uma percepção geral, um reflexo mínimo, insignificante, para qualquer coisa de muito maior desmoronar, romper, o sinónimo que fique melhor. O que me vale é que depois destes anos todos já tenho a casca grossa, já me vou sabendo adaptar a este tipo de coisa, já sei o que me convém e o que não convém. O problema é que isso é tudo em teoria. Tudo bem, tenho que me sentir bem comigo mesma. Também há aquela frase bonita de sermos incapazes de amar quando não nos amamos a nós próprios - embora eu isso, sinceramente, acho treta. Até acho que quando nos detestamos até à ponta do pêlo mais insignificante temos mais facilidade de nos prendermos à mínima pessoa que nos ofereça uma mão e segurança e estabilidade. Mas simplesmente, não consigo. Não sei porquê, mas não consigo. Parece que por mais que tente, por mais que mude, por mais coisas que tente fazer para tentar abafar isto, está sempre qualquer coisa cá presente. Um aperto muito ténue, uma dor muito ínfima ou um aperto na garganta que tentamos disfarçar com risos forçados. Que à mínima coisa - um reflexo, como disse - dão de si.
E não é por culpa de ninguém. É de mim. Sou assim há tempo de mais para conseguir mudar. Por mais que mude e por mais estável que esteja, esta parte de mim há-de estar sempre á espreita, à espera de uma oportunidade de entrar outra vez de rompante na minha vida e me deixar vazia, sem nada, sem esperança, cheia de uma humilhação sem motivo e de um imenso desprezo e indiferença por quase tudo o que está à minha volta. E detesto isso. Mas foi só hoje. Já gastei tudo o que tinha para gastar e amanhã vai ser melhor. E depois. E depois e aquela sucessão de dias monótonos.
Enfim, chega. No livro que estou a ler diz-se qualquer coisa como a vida ser uma tragédia mas tragédia maior é termos apenas esta. E é mesmo assim. Tomamos a longevidade por garantida sem podermos. Portanto, vá. O que for, tem de ser. E hei-de cá estar para isso. Com vestígios do que fui e do que sou por todo o lado, mas estou. Sinto, respiro.
Fim do único post pessoal. Podia ter feito daqueles posts inaugurais completamente estúpidos género "blog novo hihiihihihihihi", mas não, eu vou pelo lado mais deprimente de tudo. Embora o post experimental fosse só "manamana tututururu".