Thursday, November 29, 2007

Wednesday, November 28, 2007

Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a acção humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias.

Alberto Caeiro

o trabalhinho

Ça fait long temps (nota-se, já está meio apagadinho).

And I can't go back to that unproductive state of mind.

Ontem foi uma tarde bem produtivazinha, se virmos as coisas de determinado ponto de vista. Peguei nas minhas tamanquinhas e fui trabalhar - não estava lá ninguém. Como dizem os Conchords, conditions are perfect. Era só eu, o quadro e o iPod. Foi tranquilo, adiantei um bom bocado... consegui acabar mais uma fila de quadrículas e começar outra. Trabalhar na pintura não deixa de ser curioso - e não só naquela, mas em pintura no geral - porque nunca se sabe ao certo o que se vai encontrar por baixo da camada de verniz envelhecido e sujidade. Durante anos tive aquele quadro pendurado por cima do sofá e sempre me habituei a vê-lo como uma pintura em tons outonais, um fim de tarde de Outono no campo, em tons de castanhos e verdes. Comecei a limpar, e descobri um fim de tarde de Primavera, com um céu brutalmente azul e nuvens brancas em vez de amarelas. Os verdes das árvores são muito mais vivos do que aparentavam. Não sei, acho curioso. Não é aquela coisa limitativa de peças isoladas de madeira ou metal ou o que seja que é só aquilo e mais nada. Há todo um processo de "vamos lá ver o que está por baixo disto". Agora a seguir vai ser escultura. Não é coisa que me motive muito. Escultura significa reintegração cromática e preenchimento de lacunas, que são precisamente as duas coisas que mais me exasperam.

Provavelmente a formação em contexto de trabalho vai ser nos Clérigos. Ou nos Clérigos ou em Lordelo, mas, mesmo desmotivadíssima, prefiro os Clérigos. Dá certa pinta dizer "estou a restaurar um retábulo nos Clérigos". A parte não tão bonita é que vou ter que andar a trepar andaimes! Hooray.

Tuesday, November 27, 2007

HO YES!

Devido a uma associação de ideias que não interessa agora para o caso, lembrei-me de rever um sketch que já tinha visto antes, mas graças à má qualidade da cópia que tenho nunca tinha reparado numa coisa crucial. Que há uma série de incidentes que fazem isto ser ainda mais perfeito. Notar: desde o início, a contenção do Terry Jones que se desmancha quando o Eric Idle lhe atira com a tarte falsa para a cara; o Graham Chapman a encobrir o Terry Jones quando a peruca lhe salta, com aqueles saltinhos; o mau feedback/avião a passar; o Michael Palin também a desmanchar-se. É absolutamente perfeito. Vou colar no DVD este fim-de-semana, e prevê-se outra das milésimas re-obsessões.



"It's a fair cop... but I blame society."

Monty Python Live at the Hollywood Bowl, editado agora e está a um preço jeitosinho. Até dá vontade de comprar o oficial e ficar com dois e coiso.

fast forward selecta!

Isto é uma homenagem àquele querido surto de música indiana que inundou os nossos Verões num passado não muito distante. Aqueles vídeos cheios de cores, aquelas letras que não se percebia nada a não ser um repetitivo "oom oom". Aqui fica, então, um hino ao amor. Em homenagem à música indiana cantada em Inglês.

É MI NÁU



E agora o esclarecimento:

People in the room doing Boom like it’s never been done

Bust a move it’s just the kick of a gun

In the Marquee in the bass is Booming

Someone’s smoking Boom in da back of da room

And it’s the first day of spring, the flowers are blooming

Drum Boom bass and the party is Booming

Boom ba Boom like a rocket taking off to da moon

Boom Boom go the bride and groom


See ya shaking that Boom Boom Who?

See ya looking at my Boom Boom

You want some Boom Boom

It’s clear it’s Boom some Boom Boom

Let me buy you a Boom Boom

You order a fancy Boom

You like Boom, I like Boom

Enough small Boom lets Boom the Boom

So we’re driving in a Boom Boom

Driving, back to your Boom ba Boom

And you turn out the Boom Boom

And we Boom Boom Boom ‘til the break of Boom

My boom is ringing it’s Big-Booms-Boom

Back from ten years in the Boom

And they said he got his Boom chopped off in the Boom

But the crazy Boom still wants to Boom,

well Sorry girl, I gotta Boom

Give you a Boom in the afternoon

and Boom Boom baby, don’t forget you the most Boom Boom I ever met.

Sunday, November 25, 2007

meu querido mascarado *_*

Que criança dos anos 85 para cima é que não viciou nisto?




Isto era um mundo absolutamente girlie e eu era uma miúda cuja maior ambição era ter um par de sapatos de verniz. Combinava perfeitamente. Fartava-me de brincar a isto no 4º ano com gente que já não vejo há anos. Não digo a personagem que era porque não tem absolutamente nada a ver. Mas ninguém queria ser a Ami. Era a renegada. Tinha aquela voz super-esquisita de "echpúma de sabâo". Quando não via um episódio era um drama. Tinha as bonecas, tinha os instrumentozinhos todos. Até que me passou e nem cheguei a saber como acabava.

Anos depois foram as private jokes com o Mascarado (não é, Mariana?) e outras coisas bonitas. Até que conheci Kenshin e a minha noção de obsessão tomou outro rumo.



[inserir expressão ou smiley que expresse desespero e frustração, se faz favor]